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30 de julho de 2025Curiosidades que contam a história de BH
Belo Horizonte é apaixonante e carrega inúmeras histórias interessantes que circulam pela cidade e pouca gente sabe. Na edição passada do JNHA, falamos dos fantasmas que contam a história de BH e, nessa edição de julho mostraremos algumas curiosidades da nossa querida capital mineira.
Rua do Amendoim e a ilusão de ótica que parece desafiar a lei da gravidade
A rua Professor Otávio Coelho Guimarães — mais conhecida como Rua do Amendoim —, no bairro Mangabeiras, ficou famosa por um motivo inusitado. Ao parar o carro no ponto morto nessa rua, ele aparentemente sobe ao invés de descer. Ou seja, temos a impressão de que o carro está subindo a ladeira sem esforço mecânico ou manual.
Assim, a rua virou ponto turístico de BH, atraindo milhares de curiosos. A explicação para tal “fenômeno”, no entanto, é mais simples do que parece: tudo não passa de ilusão de ótica provocada pela perspectiva que se tem a partir da topografia local.
Não há nada de místico nem é algo provocado pela abundância de minério imantado que supostamente se encontra no subsolo da região, como afirmavam alguns boatos que se espalharam pela cidade.
Na realidade, a rua transversal (Juventino Dias), de onde geralmente se olha para a Rua do Amendoim, é uma ladeira mais inclinada, o que provoca a impressão de que a Rua do Amendoim é um aclive (subida) quando, na verdade, se trata de um declive (descida) — e por isso o carro naturalmente desce, mesmo que pareça estar subindo.
De toda forma, é algo bem interessante de se observar e, na região, existem outros pontos turísticos que vale a pena aproveitar para visitar, como a Praça do Papa, que fica pertim dali, e o Mirante do Mangabeiras, de onde se tem uma belíssima vista panorâmica de BH.
Na região central de BH, nomes de ruas seguem o mapa do Brasil
Dentro do perímetro compreendido pela Avenida do Contorno (região que vai do centro comercial até o Funcionários), os nomes das ruas homenageiam os estados brasileiros.
Elas seguem uma ordem de acordo com a posição geográfica desses estados no mapa do Brasil: rua Mato Grosso, rua Rio Grande do Sul, rua Santa Catarina, rua São Paulo, rua Rio de Janeiro, rua Espírito Santo, rua da Bahia, rua Sergipe, rua Alagoas, rua Pernambuco, rua Paraíba, rua Rio Grande do Norte, rua Ceará, rua Piauí, rua Maranhão.
Todas essas são paralelas, em sequência. Perpendiculares a elas, e também obedecendo ao desenho do mapa, temos, ainda, a rua Goiás e a rua Grão Pará.
As ruas que seriam correspondentes aos estados do Paraná e Amazonas receberam o nome das respectivas capitais: a rua Curitiba — entre a Santa Catarina e a São Paulo —, e a rua Manaus.
Isso porque as avenidas de Belo Horizonte receberam nomes de grandes rios brasileiros, como Paraná e Amazonas. Então, para não haver confusão, essa foi a solução encontrada.
Escritores mineiros e o Viaduto Santa Tereza
Carlos Drummond teria iniciado uma “tradição aventureira” — seguido posteriormente por outros escritores e poetas — de escalar os arcos do Viaduto Santa Tereza, que liga os bairros de Santa Tereza e Floresta, onde ele morava, à região central de Belo Horizonte.
Em “O Desatino da Rapaziada — Jornalistas e Escritores em Minas Gerais”, Humberto Werneck, autor do livro, conta mais detalhes sobre essa peripécia que se tornou uma espécie de “ritual de passagem” para aspirantes à literatura.
Fernando Sabino, Pedro Nava, Cyro dos Anjos, Otto Lara Resende e Hélio Pellegrino são alguns dos nomes citados entre os “poetas alpinistas”. Muitos deles, inclusive, citaram o Viaduto Santa Tereza em suas obras.
O jacaré da Pampulha
Ganhou repercussão na cidade a história de um jacaré “gordo e tranquilo” que vive na Lagoa da Pampulha, um dos principais pontos turísticos da capital mineira. Vez ou outra, o réptil “dá as caras” na orla, assustando e/ou atraindo a curiosidade e a atenção dos passantes.
O fato é que não há apenas um, mas pelo menos 16 jacarés-de-papo-amarelo vivendo por ali, segundo levantamento feito pela Prefeitura de Belo Horizonte. Mas não há motivos para se preocupar: eles não oferecem risco à população.
A espécie de árvore florífera mais encontrada em BH
Belo Horizonte é uma das cidades mais arborizadas do Brasil, ficando atrás apenas de Campinas e Goiânia. Isso conferiu à nossa capital a alcunha de “cidade jardim”, justamente pela quantidade de verde que temos em nossas ruas.
Os ipês costumam chamar bastante atenção, principalmente quando estão floridos, colorindo a cidade. Mas a árvore encontrada em maior quantidade na capital mineira é, na verdade, a sibipiruna, com quase 19 mil unidades catalogadas.
Elevador do edifício Acaiaca seria o mais rápido da cidade
Este icônico edifício na região central de BH, onde há as famosas efígies indígenas na fachada, é cheio de peculiaridades. Uma delas diz respeito aos seus seis elevadores, que vão do 1º ao 25º andar em apenas 20 segundos, numa velocidade média de 20 km/h.
Assim, o prédio ganhou fama de ter os elevadores “mais rápidos de BH”, informação difícil de ser confirmada — ainda mais nos tempos atuais, com tantos edifícios cada vez mais modernos e tecnológicos espalhados pela cidade.
Em todo caso, essa se tornou mais uma “lenda urbana”, e o Acaiaca tem uma grande importância histórica para BH.
Roda gigante do Parque Guanabara já foi a maior do Brasil
Por muitos anos, a Mirage, roda gigante do Parque Guanabara, era a maior roda gigante do Brasil e a segunda maior da América Latina. Ela tem 36 metros de altura, o que equivale a um prédio de 12 andares aproximadamente, e oferece uma vista panorâmica da Lagoa da Pampulha, com todo o seu Conjunto Arquitetônico.
A Mirage não é mais a maior do país, mas pode ser avistada em vários pontos em torno da lagoa, compondo a encantadora paisagem local. Uma dica é fazer um passeio de roda gigante na hora do pôr do sol!
Em BH, Copo Americano é Copo Lagoinha!
O famoso Copo Americano, fabricado pela empresa Nadir Figueiredo, que já vendeu mais de 6 bilhões de unidades no mundo todo, em BH é chamado de Copo Lagoinha.
Ao que tudo indica, isso se deve ao bairro Lagoinha, antiga zona boêmia e berço do samba na cidade, onde ficava a única loja que vendia esse modelo de copo quando ele começou a ser fabricado há mais de 70 anos. A loja em questão era o Armazém do Irmãos Vaz de Mello, no encontro da rua Itapecerica com a Avenida do Contorno.
Presente em praticamente todas as casas brasileiras, esse modelo de copo tem capacidade de 190 ml e é usado como medida de várias receitas. Nos botecos de Minas, todo mundo sabe que o melhor copo para beber cerveja é, sem dúvidas, o Lagoinha.
Um cafézim (ou pingado, para quem prefere) e uma cachacinha mineira também caem muito bem no copo Lagoinha. Parece que o trem fica até mais gostoso, uai!
Papa João Paulo II esteve em BH
Nessa edição de julho do jornal, é bom destacar o dia 1º de julho de 1980 que foi um dia que ficou marcado na história de Belo Horizonte. Nesta data, a cidade recebeu a visita de João Paulo II, único papa que esteve na capital mineira até hoje.
O carismático pontífice atraiu uma multidão de fiéis para o Aeroporto da Pampulha, onde desembarcou, e também por onde passou com seu Papamóvel.
Por fim, ele celebrou uma missa na praça Governador Israel Pinheiro, que depois disso passou a ser chamada (de maneira extra oficial) de Praça do Papa, como é conhecida até hoje.



