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3 de julho de 2025Fantasmas que contam a história de BH!
Belo Horizonte é uma cidade assombrada. Pelo menos cinco fantasmas vagam pelas ruas da capital e permitem que a história da cidade seja preservada.
Maria Papuda, Fantasma do Palácio da Liberdade, Fantasma da Serra, Moça Fantasma e Avantesma da Lagoinha são seres que habitam o imaginário e o espaço público da capital mineira.
No início do século XVIII, havia nessas terras o arraial do Curral Del Rey. As casas foram destruídas e os moradores, expulsos, para que uma Belo Horizonte planejada pudesse se erguer. Em 1897 foi inaugurada a cidade, substituindo Ouro Preto como capital de Minas Gerais.
De acordo com a Prefeitura de Belo Horizonte (PBH), a única casa daquela época que permanece de pé até hoje é o casarão que abriga o Museu Histórico Abílio Barreto, no bairro Cidade Jardim, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte. A casa foi construída em 1823 por Cândido Lúcio da Silveira, dono da Fazenda do Leitão.
A Loira do Bonfim
A Loira do Bonfim, sedutora e misteriosa, assombrava os arredores do cemitério do bairro que levava seu nome. Diz a lenda que ela atraia homens para sua casa, que nada mais era do que o próprio cemitério onde desaparecia misteriosamente entre os túmulos. Segundo os moradores mais antigos de BH, esta foi uma das primeiras histórias de fantasma da cidade.
.Maria Papuda
Quem não gostou da destruição do Curral Del Rey foi Maria Papuda. Antiga moradora do povoado, ela sofria de bócio, aumento da tireoide e foi expulsa de seu casebre. Ela assombrava a Avenida Afonso Pena, próximo à Rua da Bahia, onde ficava o tradicional hotel Othon Palace. Amaldiçoando a cidade que destruiu os seus pertences e que calou a voz de seus moradores originais, Maria Papuda caminhava pelo Centro da capital e seu lamento era ouvido durante a madrugada.
Fantasma do Palácio da Liberdade
Outra mulher amaldiçoava os governadores de Minas Gerais e morava no Palácio da Liberdade. Reza a lenda que governador que vê a Maria Papuda, morre. A história deste espírito ganhou força porque dois chefes do executivo de Minas (João Pinheiro e Raul Soares) morreram dentro do prédio.
“Ele existe”, foi o que afirmou o então governador Itamar Franco em reportagem que foi ao ar no MG2, em 2002. Demonstrando intimidade com o fantasma, o político contou, na ocasião, que era comum que portas se abrissem sozinhas durante reuniões. Mas, ele mesmo nunca tinha visto esse fantasma. O Palácio da Liberdade era sede oficial do governo.
Fantasma da Serra
Nas noites de junho, à meia-noite e meia, um homem de chapéu era visto na Rua do Ouro, no bairro Serra. Vestido como um antigo funcionário público de Ouro Preto, ele não dizia nada. Segundo pesquisas, ele trazia uma outra compreensão de BH, uma sociedade onde os funcionários tinham um bairro próprio. O Fantasma da Serra lembrava a disputa de poder entre as oligarquias. Houve uma resistência enorme de vários moradores de Ouro Preto que não queriam vir para Belo Horizonte.
Moça Fantasma
Nas ruas da Savassi, um forte cheiro de dama da noite e jasmim tomava conta do espaço quando ela estava por perto. A Moça Fantasma, descrita pelo poeta Carlos Drummond de Andrade como “branca, longa e fria”, descia a Serra do Curral e ia para a Savassi atrás de um amor que perdeu, mas, no primeiro raio de sol, desaparecia. A Moça Fantasma representava os amores sem dia seguinte, a fugacidade das relações modernas, as histórias que podiam durar só uma noite.
Avantesma da Lagoinha
Um senhor vestido todo de preto, mas sem traço de rosto ou feição. O Avantesma da Lagoinha era uma aparição disforme, excêntrica, cruel, que exalava vago cheiro de enxofre e chorava um choro convulsivo. Costumava descarrilar bondes sentando-se, imóvel, entre os trilhos. Talvez porque lhe parecia necessário revelar os rastros e a presença de uma gente submetida por muito tempo ao princípio de segregação física pela construção da nova capital. O Bairro da Lagoinha serviu de primeiro refúgio para boa parte da população pobre de Belo Horizonte construir suas cafuas e barracos.
O Capeta do Vilarinho
No “Bico do Garrafão”, apelido dado à confluência de todo o fluxo de veículos e pessoas que vêm de bairros da Região de Venda Nova e cidades da Região Metropolitana no sentido Centro de Belo Horizonte, está um dos espaços mais icônicos da capital mineira. Localizada no número 1.400 da avenida que lhe dá nome, a famosa Quadra do Vilarinho ocupa um espaço de 3,4 mil metros quadrados. Por mais de 40 anos, o imóvel funcionou como importante ponto de encontro para a vida noturna da região, com a realização de eventos, bailes funk e serviu até de moradia para uma das lendas urbanas mais famosas de BH: o Capeta do Vilarinho.
Foi durante um concurso de dança que um homem revelou seus chifres, causando pânico entre os presentes. Segundo moradores da época que frequentavam aquele sábado, em dezembro de 1988, um homem diferente, no mínimo curioso, apareceu nas quadras para participar de uma das tradicionais competições de dança que aconteciam por lá. Dizem que ele era o Capeta do Vilarinho, um sujeito esguito, alto, de chapéu, pés pequenos e que tinha chifres.

