{"id":7912,"date":"2026-10-30T06:35:47","date_gmt":"2026-10-30T09:35:47","guid":{"rendered":"https:\/\/jornalnossahistoria.com.br\/portal\/index.php\/2026\/10\/30\/cachaca-de-alambique-busca-conquistar-mercado-internacional-e-enfrenta-desafios-para-ampliar-exportacoes\/"},"modified":"2026-10-30T06:35:47","modified_gmt":"2026-10-30T09:35:47","slug":"cachaca-de-alambique-busca-conquistar-mercado-internacional-e-enfrenta-desafios-para-ampliar-exportacoes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/jornalnossahistoria.com.br\/portal\/index.php\/2026\/10\/30\/cachaca-de-alambique-busca-conquistar-mercado-internacional-e-enfrenta-desafios-para-ampliar-exportacoes\/","title":{"rendered":"Cacha\u00e7a de alambique busca conquistar mercado internacional e enfrenta desafios para ampliar exporta\u00e7\u00f5es"},"content":{"rendered":"<p><strong>Apesar do crescimento de 19,4% no volume exportado em 2025, produtores ainda precisam superar barreiras comerciais, ampliar a escala de produ\u00e7\u00e3o e atender \u00e0s exig\u00eancias internacionais; programas ATeG e agroBR apoiam o setor<\/strong><\/p>\n<p>A <strong>cacha\u00e7a brasileira<\/strong> vem ampliando sua presen\u00e7a no mercado internacional, mas os produtores de <strong>cacha\u00e7a de alambique<\/strong>, especialmente em Minas Gerais, ainda enfrentam desafios para transformar a qualidade e a tradi\u00e7\u00e3o do produto em oportunidades de exporta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Segundo dados do <strong>Anu\u00e1rio da Cacha\u00e7a<\/strong>, as exporta\u00e7\u00f5es brasileiras cresceram <strong>19,4% em volume e 17,4% em valor em 2025<\/strong>, na compara\u00e7\u00e3o com 2024. Apesar do avan\u00e7o, a internacionaliza\u00e7\u00e3o exige planejamento, organiza\u00e7\u00e3o produtiva, adequa\u00e7\u00e3o \u00e0s normas e estrat\u00e9gias comerciais capazes de conectar os produtores aos consumidores estrangeiros.<\/p>\n<p>Nesse cen\u00e1rio, programas como a <strong>Assist\u00eancia T\u00e9cnica e Gerencial (ATeG) <\/strong>e o <strong>agroBR <\/strong>contribuem para preparar os empreendimentos, fortalecer a gest\u00e3o e ampliar as possibilidades de inser\u00e7\u00e3o da cacha\u00e7a mineira no com\u00e9rcio internacional.<\/p>\n<p><strong>Qualidade e tradi\u00e7\u00e3o n\u00e3o s\u00e3o suficientes para garantir exporta\u00e7\u00f5es<\/strong><\/p>\n<p>A cacha\u00e7a de alambique possui caracter\u00edsticas produtivas e uma identidade cultural que podem representar diferenciais no mercado externo. Entretanto, transformar essas qualidades em resultados comerciais depende de uma estrutura capaz de atender \u00e0s exig\u00eancias dos compradores internacionais.<\/p>\n<p>De acordo com a <strong>analista de agroneg\u00f3cio Nath\u00e1lia Rabelo<\/strong>, um dos principais desafios \u00e9 organizar a produ\u00e7\u00e3o para que os empreendimentos consigam oferecer seus produtos de maneira consistente e competitiva.<br \/><em>\u201cOrganiza\u00e7\u00e3o dos produtores, regulariza\u00e7\u00e3o, padroniza\u00e7\u00e3o e controle de qualidade, al\u00e9m de escala, adequa\u00e7\u00e3o \u00e0s exig\u00eancias de cada mercado e acesso a canais de comercializa\u00e7\u00e3o e promo\u00e7\u00e3o internacional\u201d<\/em>, detalha.<\/p>\n<p>Esses fatores s\u00e3o fundamentais para que a produ\u00e7\u00e3o artesanal avance al\u00e9m do mercado nacional e encontre oportunidades de comercializa\u00e7\u00e3o em outros pa\u00edses.<\/p>\n<p>O programa <strong>ATeG <\/strong>trabalha quest\u00f5es relacionadas \u00e0 organiza\u00e7\u00e3o e ao desenvolvimento dos empreendimentos, contribuindo para que os produtores aprimorem a gest\u00e3o e se preparem para novos mercados.<\/p>\n<p><strong>Cacha\u00e7a premiada de C\u00f3rrego Fundo busca superar barreiras comerciais<br \/><\/strong><br \/>Um exemplo dos desafios enfrentados pelo setor \u00e9 a <strong>Cacha\u00e7a Padre Doutor<\/strong>, produzida pela fam\u00edlia de <strong>M\u00edrian Carolina Silva<\/strong>, no munic\u00edpio de <strong>C\u00f3rrego Fundo, em Minas Gerais<\/strong>.<\/p>\n<p>O produto est\u00e1 entre os cinco <strong>melhores do Pr\u00eamio CNA Brasil Artesanal<\/strong>, reconhecimento que evidencia sua qualidade. Mesmo assim, conquistar consumidores no exterior exige superar obst\u00e1culos que v\u00e3o al\u00e9m da produ\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Para <strong>M\u00edrian<\/strong>, o processo de internacionaliza\u00e7\u00e3o depende de estrat\u00e9gias comerciais mais estruturadas e de uma maior articula\u00e7\u00e3o entre os produtores.<br \/><em>\u201cRomper v\u00e1rias barreiras de volume, custo e colocar o produto no mercado exterior. Precisamos de uma melhor estrat\u00e9gia comercial e de uni\u00e3o setorial para viabilizar a exporta\u00e7\u00e3o\u201d<\/em>, explicou.<\/p>\n<p>A experi\u00eancia demonstra que o reconhecimento da qualidade, embora importante, n\u00e3o garante por si s\u00f3 a entrada em mercados internacionais.<\/p>\n<p>Quest\u00f5es relacionadas ao volume dispon\u00edvel, aos custos e \u00e0 organiza\u00e7\u00e3o comercial tamb\u00e9m precisam ser consideradas para que os empreendimentos consigam atender \u00e0 demanda externa.<\/p>\n<p><strong>agroBR busca conectar produtores a novos mercados<br \/><\/strong><br \/>A <strong>cacha\u00e7a <\/strong>est\u00e1 entre as cadeias produtivas priorit\u00e1rias do <strong>agroBR<\/strong>, programa que atua na prepara\u00e7\u00e3o de empreendimentos e na aproxima\u00e7\u00e3o com oportunidades de neg\u00f3cios internacionais.<\/p>\n<p>A iniciativa busca contribuir para que produtores identifiquem mercados com potencial de consumo e desenvolvam estrat\u00e9gias de comercializa\u00e7\u00e3o adequadas ao perfil de seus produtos.<\/p>\n<p>Segundo a <strong>consultora Tatiana Barros<\/strong>, um dos principais desafios \u00e9 encontrar consumidores que reconhe\u00e7am os diferenciais da cacha\u00e7a mineira e estejam dispostos a valoriz\u00e1-los.<br \/><em>\u201cO grande desafio \u00e9 encontrar o mercado e o consumidor que reconhe\u00e7am e valorizem aquilo que torna a cacha\u00e7a mineira diferente. \u00c9 justamente na prepara\u00e7\u00e3o, conex\u00e3o e abertura de mercados que o agroBR pode contribuir\u201d<\/em>, afirma.<\/p>\n<p>A atua\u00e7\u00e3o do programa se concentra justamente na aproxima\u00e7\u00e3o entre a produ\u00e7\u00e3o brasileira e as oportunidades de comercializa\u00e7\u00e3o no exterior, contribuindo para ampliar a visibilidade dos empreendimentos.<\/p>\n<p><strong>Organiza\u00e7\u00e3o e acesso a mercados s\u00e3o caminhos para ampliar exporta\u00e7\u00f5es<br \/><\/strong><br \/>O crescimento das exporta\u00e7\u00f5es brasileiras em 2025 demonstra o avan\u00e7o da cacha\u00e7a no com\u00e9rcio internacional. Para os produtores de alambique, entretanto, o desafio permanece em transformar o potencial do produto em neg\u00f3cios sustent\u00e1veis fora do pa\u00eds.<\/p>\n<p>A <strong>regulariza\u00e7\u00e3o, a padroniza\u00e7\u00e3o, o controle de qualidade, a capacidade produtiva e o acesso a canais comerciais<\/strong> est\u00e3o entre os fatores apontados como essenciais para ampliar essa presen\u00e7a.<\/p>\n<p>Com o apoio de programas como <strong>ATeG e agroBR<\/strong>, os produtores buscam fortalecer a gest\u00e3o, superar barreiras de comercializa\u00e7\u00e3o e identificar oportunidades em mercados que valorizem a identidade e as caracter\u00edsticas da cacha\u00e7a mineira.<\/p>\n<p>O objetivo \u00e9 fazer com que a tradi\u00e7\u00e3o e a qualidade reconhecidas da produ\u00e7\u00e3o de alambique sejam acompanhadas de condi\u00e7\u00f5es comerciais que permitam ampliar sua participa\u00e7\u00e3o no mercado internacional.<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Cacha\u00e7a de alambique busca conquistar mercado internacional e enfrenta desafios para ampliar exporta\u00e7\u00f5es<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":7913,"comment_status":"","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[51],"tags":[],"class_list":["post-7912","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-sindijori_mg"],"aioseo_notices":[],"jetpack_publicize_connections":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/jornalnossahistoria.com.br\/portal\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7912","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/jornalnossahistoria.com.br\/portal\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/jornalnossahistoria.com.br\/portal\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/jornalnossahistoria.com.br\/portal\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/jornalnossahistoria.com.br\/portal\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=7912"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/jornalnossahistoria.com.br\/portal\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7912\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/jornalnossahistoria.com.br\/portal\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/7913"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/jornalnossahistoria.com.br\/portal\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=7912"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/jornalnossahistoria.com.br\/portal\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=7912"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/jornalnossahistoria.com.br\/portal\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=7912"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}