{"id":3649,"date":"2024-11-29T16:15:01","date_gmt":"2024-11-29T19:15:01","guid":{"rendered":"https:\/\/jornalnossahistoria.com.br\/portal\/?p=3649"},"modified":"2024-11-29T16:18:25","modified_gmt":"2024-11-29T19:18:25","slug":"guardados-da-memoria","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/jornalnossahistoria.com.br\/portal\/index.php\/2024\/11\/29\/guardados-da-memoria\/","title":{"rendered":"Guardados da Mem\u00f3ria"},"content":{"rendered":"\t\t<div data-elementor-type=\"wp-post\" data-elementor-id=\"3649\" class=\"elementor elementor-3649\" data-elementor-post-type=\"post\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-c94c242 e-flex e-con-boxed e-con e-parent\" data-id=\"c94c242\" data-element_type=\"container\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"e-con-inner\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-d5225fc elementor-widget elementor-widget-heading\" data-id=\"d5225fc\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"heading.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t<h2 class=\"elementor-heading-title elementor-size-default\">Guardados da Mem\u00f3ria<\/h2>\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-86daab3 e-flex e-con-boxed e-con e-parent\" data-id=\"86daab3\" data-element_type=\"container\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"e-con-inner\">\n\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-4ecd183 e-con-full e-flex e-con e-child\" data-id=\"4ecd183\" data-element_type=\"container\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-a3cdb6f elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"a3cdb6f\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<p>Nesse artigo, vou falar de SAUDADE.\u00a0 Saudade de um tempo.\u00a0 Saudade de um bairro. Saudade do canto dos passarinhos: tico tico, bem te vi, pardais, fogo apagou e outros, nos galhos das \u00e1rvores. Saudade das casas com jardins&#8230;<\/p><p>Hoje o nosso bairro \u00e9 assim: Grande! Moderno e antigo. Alegre e nost\u00e1lgico. Calmo e agitado.<\/p><p>Casas que viraram pr\u00e9dios. Varandas que viraram salas. Alpendre que virou palavra em desuso, existindo apenas na mem\u00f3ria de alguns poucos moradores.<\/p><p>No tempo do alpendre e das varandas, as casas do bairro se enfeitavam de margaridas e rosas. .As beg\u00f4nias com suas folhas pintadas ofereciam cachos rosados de flores delicadas e as d\u00e1lias se exibiam como bailarinas dan\u00e7ando ao sabor do vento.<\/p><p>Era uma \u00e9poca de simplicidade: canteiros, jardineiras, cercas vivas e samambaias, conviviam harmoniosamente nos alpendres e varandas. \u00a0<\/p><p>Os jardins contavam hist\u00f3rias dos seus donos e dos seus gostos. Nas casas mais pomposas via- se rosas, margaridas, cam\u00e9lias e jasmins nos jardins. J\u00e1 nas casas mais simples, a espada de S\u00e3o Jorge protegia a entrada, junto com um p\u00e9 de arruda e outro de guin\u00e9. Aquelas escolhas davam pistas silenciosas do modo de estar e de ser de cada fam\u00edlia.<\/p><p>V\u00e1rias crian\u00e7as tinham o h\u00e1bito de pedir flores para dar de presente \u00e0 professora. Ou mesmo para enfeitar o altar da igreja freq\u00fcentada. O pedido, geralmente era aceito de bom grado.<\/p><p>Outro h\u00e1bito saudoso desses tempos era o de pedir muda das plantas dos jardins uns dos outros. Desse modo, os jardins se misturavam. Contavam novas hist\u00f3rias sobre pessoas e suas mudan\u00e7as.<\/p><p>A hist\u00f3ria do bairro tamb\u00e9m mudava. Ruas antes cal\u00e7adas com pedras eram asfaltadas. Lotes que se ofereciam como abrigo para plantas silvestres viravam casas. Vizinhos novos chegando e chegando, exigiam espa\u00e7o para constru\u00e7\u00e3o de mais moradia. A\u00ed, os pr\u00e9dios ganhavam destaque, empilhando hist\u00f3rias de vida, num sobe e desce de elevador.<\/p><p>Os jardins e alpendres perdiam lugar. Isso tudo sem falar nas mudan\u00e7as no com\u00e9rcio do bairro. As antigas vendas e suas cadernetas de anota\u00e7\u00f5es, deram lugar \u00e0s padarias, supermercados e mercearias com caixas eletr\u00f4nicos de d\u00e9bito ou cr\u00e9dito.<\/p><p>A palavra empenhada do comprador com a promessa do dia de acerto, deu lugar ao n\u00e3o autorizado, explicitado pela m\u00e1quina de cart\u00f5es.\u00a0<\/p><p>Sinto saudades desses tempos e fico pensando no quanto nos distanciamos uns dos outros em nome do tal desenvolvimento. Sem tempo para reparar o sentido das palavras, n\u00e3o nos damos conta de que desenvolver \u00e9, deixar de se envolver.<\/p>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-cd276a0 e-con-full e-flex e-con e-child\" data-id=\"cd276a0\" data-element_type=\"container\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-d652b16 elementor-widget elementor-widget-image\" data-id=\"d652b16\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"image.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"280\" height=\"210\" src=\"https:\/\/jornalnossahistoria.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/alpendre-e-varanda-021.jpg\" class=\"attachment-large size-large wp-image-3650\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/jornalnossahistoria.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/alpendre-e-varanda-021.jpg 280w, https:\/\/jornalnossahistoria.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/alpendre-e-varanda-021-100x75.jpg 100w\" sizes=\"(max-width:767px) 280px, 280px\" \/>\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-7ad8f4e elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"7ad8f4e\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<p>Continuamos vivendo a contradi\u00e7\u00e3o que o mundo moderno nos imp\u00f5e: somos desenvolvidos. N\u00e3o plantamos mais os nossos pr\u00f3prios jardins. Contratamos um paisagista e que ele d\u00ea conta \u201cdisso\u201d. N\u00e3o empenhamos mais a nossa palavra. Ao inv\u00e9s disso, usamos o modo cr\u00e9dito em tantas quanto a m\u00e1quina nos liberar.<\/p><p>Nada de caderneta para acerto no final do m\u00eas. Nada de promessa feita com aperto de m\u00e3os e palavras de compromisso.<\/p><p>Hoje n\u00e3o plantamos mais os nossos jardins. As borboletas, que antes pintavam o c\u00e9u com seus tons de azul, amarelo, alaranjado e branco, s\u00e3o pe\u00e7as decorativas nas paredes dos apartamentos em cer\u00e2mica ou metal. P\u00e1ssaros, existem nas gaiolas e segundo li no facebook, p\u00e1ssaro preso n\u00e3o canta. Lamenta.<\/p><p>Mas, \u00e9 tempo de paz. \u00c9 tempo de desejar Feliz Natal e Feliz Ano Novo.<\/p><p>Cheia de saudades eu desejo que em 2025 a gente se envolva mais. Desejo jardins plantados pelas nossas pr\u00f3prias m\u00e3os. Desejo trocar mudas com meus vizinhos. Desejo acreditar nas palavras bem-ditas pelas pessoas. Desejo borboletas voando pelo nosso bairro levando mensagens de jardins a vista.<\/p><p>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 <em>FELIZ 2025 <\/em><\/p>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Guardados da Mem\u00f3ria Nesse artigo, vou falar de SAUDADE.\u00a0 Saudade de um tempo.\u00a0 Saudade de um bairro. 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